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dc.contributor.advisorBernardi, Juliana Rombaldipt_BR
dc.contributor.authorRamos, Laura Severinipt_BR
dc.date.accessioned2026-01-27T07:52:24Zpt_BR
dc.date.issued2025pt_BR
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10183/300683pt_BR
dc.description.abstractIntrodução: A infância é um período crítico para o desenvolvimento do comportamento alimentar. Práticas alimentares parentais, especialmente de weight talk (comentários sobre peso e dieta) podem influenciar o comportamento alimentar infantil, favorecendo comportamentos disfuncionais. Objetivos: Identificar perfis de comportamento alimentar infantil em pré-escolares e investigar sua associação com práticas de weight talk adotadas por pais e/ou cuidadores. Métodos: Estudo transversal realizado entre abril de 2024 e abril de 2025, com pares cuidador-criança de dois municípios brasileiros. As práticas alimentares parentais foram avaliadas por uma versão traduzida e adaptada do Home Self-administered Tool for Environmental Assessment of Activity and Diet (HomeSTEAD) para o contexto brasileiro, focando na seção “Falando sobre peso e dieta”, composta por três itens em escala Likert. O comportamento alimentar infantil foi mensurado por uma versão traduzida e validada do Children’s Eating Behaviour Questionnaire (CEBQ), que avalia oito dimensões comportamentais. Os perfis de comportamento alimentar foram identificados por abordagem centrada na pessoa, utilizando a técnica k-means. O número ótimo de perfis foi definido pelo método do cotovelo e a visualização dos agrupamentos foi feita por Análise de Componentes Principais (PCA). A associação entre perfis e escore de weight talk foi testada por regressão logística multinomial, ajustada pelas variáveis gênero, escolaridade, ocupação e raça/cor do cuidador e raça/cor e gênero da criança, além da região de residência. O nível de significância estatística adotado foi de p < 0,05. O estudo foi aprovado nos Comitês de Ética em Pesquisa das instituições participantes. Resultados: Foram analisados 674 pares cuidador-criança, com amostra composta majoritariamente por cuidadoras mulheres, com ensino superior incompleto e inserção no mercado de trabalho, e por crianças predominantemente pretas e pardas, de famílias com renda familiar mensal familiar mensal inferior a três salários mínimos. As variáveis sociodemográficas não apresentaram diferenças estatisticamente significativas entre os perfis. Foram identificados três perfis de comportamento alimentar: Moderate Eating (n = 260, High Food Approach (n = 169) e High Food Avoidance (n = 245). No modelo bruto, cada unidade adicional no escore de weight talk aumentou em 34% a chance de a criança pertencer ao perfil Impulsivo e Emocional (OR = 1.34; 95% CI = 1.07–1.68; p = 0.010) e em 27% ao perfil High Food Avoidance (OR = 1.27; 95% CI = 1.04–1.57; p = 0.021), em comparação ao perfil Moderate Eating Na análise ajustada, esse aumento foi de 38% para o perfil High Food Approach (OR = 1.38; 95% CI = 1.10–1.74; p = 0.006) e de 28% para o perfil High Food Avoidance (OR = 1.28; 95% CI = 1.04–1.57; p = 0.020), mantendo-se significativas mesmo após o controle por variáveis sociodemográficas. Conclusões: Práticas parentais de weight talk estão associadas a comportamentos alimentares disfuncionais em pré-escolares. A abordagem centrada na pessoa permitiu identificar perfis comportamentais relevantes, contribuindo para estratégias educativas mais sensíveis e eficazes. Os achados reforçam a importância de práticas parentais acolhedoras e não estigmatizantes na promoção da saúde infantil e apoiam intervenções voltadas à prevenção de transtornos alimentares e excesso de peso na infância.pt_BR
dc.description.abstractIntroduction: Early childhood is a critical period for the development of long-lasting eating behaviors. Parental feeding practices, particularly weight talk (comments about weight and dieting) may influence children’s eating behaviors, favoring dysfunctional profiles such as impulsivity and food selectivity. Objectives: To identify eating behavior profiles in preschool-aged children and to investigate their association with parental weight talk practices adopted by parents and/or caregivers. Methods: This crosssectional study was conducted between April 2024 and April 2025 with caregiver–child dyads from two large Brazilian municipalities. Parental feeding practices were assessed using a translated and culturally adapted version of the Home Selfadministered Tool for Environmental Assessment of Activity and Diet (HomeSTEAD) for the Brazilian context, focusing on the “Talking about weight and dieting” section, composed of three Likert-scale items. Children’s eating behavior was measured using a translated and validated version of the Children’s Eating Behaviour Questionnaire (CEBQ), which assesses eight behavioral dimensions. Eating behavior profiles were identified using a person-centered approach through k-means cluster analysis. The optimal number of profiles was determined using the elbow method, and cluster visualization was performed using Principal Component Analysis (PCA). Associations between eating behavior profiles and weight talk scores were examined using multinomial logistic regression, adjusted for caregiver gender, education, occupation, and race, as well as child gender, race, and region of residence. Statistical significance was set at p < 0.05. The study was approved by the research ethics committees of the participating institutions. Results: A total of 674 caregiver–child dyads were analyzed. The sample consisted predominantly of female caregivers, with incomplete higher education and active participation in the labor market, and of children mostly identified as Black or Brown, from households with a monthly family income below three minimum wages. Sociodemographic variables did not differ significantly across profiles. Three eating behavior profiles were identified: Moderate Eating (n = 260), High Food Approach (n = 169), and High Food Avoidance (n = 245). In the crude model, each additional unit in the weight talk score increased the likelihood of belonging to the High Food Approach profile by 34% (OR = 1.34; 95% CI = 1.07–1.68; p = 0.010) and to the High Food Avoidance profile by 27% (OR = 1.27; 95% CI = 1.04–1.57; p = 0.021), compared with the Moderate Eating profile. In the adjusted analysis, these associations remained significant, with a 38% increase for the High Food Approach profile (OR = 1.38; 95% CI = 1.10–1.74; p = 0.006) and a 28% increase for the High Food Avoidance profile (OR = 1.28; 95% CI = 1.04–1.57; p = 0.020). Conclusions: Parental weight talk practices are associated with dysfunctional eating behavior profiles in preschool-aged children. The person-centered approach enabled the identification of meaningful behavioral profiles, contributing to the development of more sensitive and effective educational strategies. These findings reinforce the importance of supportive and non-stigmatizing parental practices in promoting child health and encourage interventions aimed at preventing eating disorders and excessive weight gain in early childhood.en
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.language.isoporpt_BR
dc.rightsOpen Accessen
dc.subjectEating behavioren
dc.subjectNutrição da criançapt_BR
dc.subjectComportamento alimentarpt_BR
dc.subjectParent-child interactionen
dc.subjectRelações pais-filhopt_BR
dc.subjectParental relationshipen
dc.subjectPré-escolarpt_BR
dc.subjectBrasilpt_BR
dc.titleAssociação entre práticas alimentares parentais de weight talk e comportamento alimentar de pré-escolares brasileiros : uma análise de perfispt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.identifier.nrb001300502pt_BR
dc.degree.grantorUniversidade Federal do Rio Grande do Sulpt_BR
dc.degree.departmentFaculdade de Medicinapt_BR
dc.degree.programPrograma de Pós-Graduação em Saúde da Criança e do Adolescentept_BR
dc.degree.localPorto Alegre, BR-RSpt_BR
dc.degree.date2025pt_BR
dc.degree.levelmestradopt_BR


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