Simplificação da terapia antirretroviral sem o uso de inibidores da integrase : um estudo de 5 anos
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Data
2025Autor
Orientador
Nível acadêmico
Mestrado
Tipo
Assunto
Resumo
Base teórica: A simplificação do tratamento antirretroviral tem se tornado cada vez mais comum, principalmente com esquemas baseados em inibidores de integrase (INI) como dolutegravir (DTG). Entretanto, os desfechos de longo prazo são pouco estudados. Além disso, DTG pode não ser uma opção viável para todos os indivíduos, devido a fatores como aumento da prevalência de mutações de resistência ou intolerância a esse fármaco. Objetivo: Avaliar a eficácia e segurança de longo prazo de estratégias ...
Base teórica: A simplificação do tratamento antirretroviral tem se tornado cada vez mais comum, principalmente com esquemas baseados em inibidores de integrase (INI) como dolutegravir (DTG). Entretanto, os desfechos de longo prazo são pouco estudados. Além disso, DTG pode não ser uma opção viável para todos os indivíduos, devido a fatores como aumento da prevalência de mutações de resistência ou intolerância a esse fármaco. Objetivo: Avaliar a eficácia e segurança de longo prazo de estratégias de simplificação da terapia antirretroviral sem uso da classe dos inibidores da integrase. Métodos: Estudo de coorte que compara desfechos de 5 anos de seguimento após simplificação do regime antirretroviral sem inibidores de integrase (grupo ARTs) com manutenção do esquema antirretroviral (grupo ARTm). Os desfechos primários são: taxa de manutenção da supressão viral e mortalidade geral. Os desfechos secundários são: avaliação dos parâmetros metabólicos e de função renal. Resultados: Oitenta indivíduos foram incluídos em cada grupo; 47,5% são do sexo feminino e a média de idade foi de 56 anos. Os esquemas de simplificação foram baseados em inibidores da protease potencializados (IP/r) com lamivudina ou inibidores da transcriptase reversa não análogos aos nucleosídeos. O grupo ARTs apresentou maior tempo de infecção pelo HIV e maior tempo em tratamento, assim como maior prevalência de hipertensão e de doença renal crônica na linha de base (p < 0.05). A taxa de sobrevivência em 5 anos foi de 88.8% no grupo ARTs, comparado a 87.5% no grupo ARTm (log rank = 0.41). A taxa de manutenção da supressão viral no grupo ARTs foi de 78.8% comparada a 70.0% no grupo ARTm (p = 0.28). Os indivíduos no grupo ARTs apresentaram menor declínio na função renal (-5 vs. -10 mL/min/1.73m²; p < 0.05). Não foram encontradas diferenças na avaliação nos parâmetros metabólicos. Conclusão: A simplificação da terapia antirretroviral sem uso de inibidores de integrase se mostrou eficaz e segura mesmo no longo prazo, com taxas similares de mortalidade e supressão viral quando comparada a manutenção do tratamento usual. Assim, a simplificação baseada em esquemas com IP/r constitui-se numa opção terapêutica ao DTG nessa situação clínica. ...
Abstract
Background: Simplification of antiretroviral therapy (ART) has become increasingly common, particularly with regimens based on integrase strand transfer inhibitors (INSTI) such as dolutegravir (DTG). However, long-term outcomes remain underexplored. Moreover, DTG may not be a viable option for all individuals due to factors such as the rising prevalence of resistance mutations or intolerance to this drug. Objectives: This study explores the long-term effectiveness and safety of HAART simplifica ...
Background: Simplification of antiretroviral therapy (ART) has become increasingly common, particularly with regimens based on integrase strand transfer inhibitors (INSTI) such as dolutegravir (DTG). However, long-term outcomes remain underexplored. Moreover, DTG may not be a viable option for all individuals due to factors such as the rising prevalence of resistance mutations or intolerance to this drug. Objectives: This study explores the long-term effectiveness and safety of HAART simplification strategies that do not include integrase strand transfer inhibitors (INSTI). Methods: A cohort study comparing 5 years outcomes after ART simplification without INSTI (ARTs) versus ART maintenance (ARTm) was realized in a tertiary center in Brazil in HIV positive individuals in virologic suppression. The primary outcome was to evaluate survival and virological suppression rate over five years. The secondary outcomes were evaluation of metabolic and renal parameters, and ART modification rate. Results: Eighty individuals were included in each group, 47.5% were women, and the mean age was 56 years. Simplification regimens were based on boosted protease inhibitors (PI/r) with lamivudine or non-nucleoside reverse transcriptase inhibitors. The ARTs group had at the baseline a longer duration of HIV infection and time on ART, as well as a higher prevalence of hypertension and chronic kidney disease (p < 0.05). The 5-year survival rate was 88.8% in the ARTs group and 87.5% in the ARTm group (log-rank = 0·41). The viral suppression rate in the ARTs group was 78.8%, compared to 70.0% in the ARTm group (p = 0.28). Individuals in the ARTs showed a lower decline in renal function (-5 vs. -10 mL/min/1.73 m²; p < 0.05). No differences were observed in the evaluation of metabolic parameters. Conclusion: ART simplification without INSTI has been shown to be safe even in long-term outcomes, with similar rates of survival and viral suppression when compared to the maintenance of triple therapy. Therefore, ART simplification with regimens based on PI/r may represent an alternative to DTG in this scenario. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina. Programa de Pós-Graduação em Medicina: Ciências Médicas.
Coleções
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