Antígona no limite do simbólico : a crítica de Judith Butler ao parentesco em Jacques Lacan
| dc.contributor.advisor | Rosenfield, Kathrin Holzermayr Lerrer | pt_BR |
| dc.contributor.author | Dutra, Vinícius Borba | pt_BR |
| dc.date.accessioned | 2025-09-11T08:02:53Z | pt_BR |
| dc.date.issued | 2023 | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10183/296639 | pt_BR |
| dc.description.abstract | O presente trabalho tem como objetivo central a discussão a respeito da crítica desenvolvida por Judith Butler, em Antigone’s claim (publicado em 2000), à concepção rígida de parentesco em Jacques Lacan. Essa crítica é apresentada pela filósofa estadunidense por meio da retomada específica da interpretação lacaniana da tragédia Antígona, de Sófocles. Sendo assim, apresentamos, no primeiro momento, uma forma de reconstruir tal crítica, que perpassa sobretudo uma denúncia de Butler de que Lacan é profundamente incapaz de perceber que Antígona morre porque ela “suspendeu” a proibição do incesto que está no bojo da sua concepção transcendental de Simbólico. Essa cegueira lacaniana ocorreria pela sua idealização em demasia do sistema de parentesco de matriz lévi-straussiana. Diante de uma objeção assim, não restou outro caminho senão expressar as ideias específicas de Lacan na exata situação em que produz sua interpretação da tragédia de Sófocles. Essa interpretação é formulada no seminário L’éthique de la psychanalyse, ocorrido entre 1959 e 1960. Assim, neste segundo momento de nosso trabalho, tentamos mostrar como Lacan, em vez de ser um fiel defensor do sistema de parentesco herdado de Claude Lévi-Strauss, é, ao contrário, um crítico, à sua maneira, desse mesmo sistema. Essa crítica seria organizada em torno de uma problematização, por parte de Lacan, da Lei moral fundada na proibição do incesto. Por fim, tentamos qualificar o debate entre Judith Butler e Jacques Lacan com o intuito de ir além de um simples apontamento dos equívocos dessa crítica advinda da filosofia butleriana. Na verdade, a visão da potência dessa crítica só é possível se conseguirmos situá-la no interior do debate intelectual contemporâneo, em que alguns lacanianos infelizmente se entregam a posições conservadoras sobre o tema. Desse modo, nossa hipótese é de que a crítica butleriana serve muito mais a posicionamentos dessa natureza do que propriamente à teoria de Jacques Lacan em L’éthique de la psychanalyse | pt_BR |
| dc.description.abstract | The present work has as its main objective the discussion about the criticism developed by Judith Butler, in Antigone’s Claim (published in 2000), to the rigid conception of kinship in Jacques Lacan. This criticism is presented by the American philosopher through the specific resumption of the Lacanian interpretation of the tragedy Antigone, by Sophocles. Therefore, we present, at first, a way of reconstructing such criticism, which runs mainly through Butler’s denunciation that Lacan is profoundly incapable of realizing that Antigone dies because she “suspended” the prohibition of incest that is at the core of her transcendental conception of Symbolic. This Lacanian blindness would occur because he idealizes the kinship system of the Lévi-Straussian matrix too much. Faced with such an objection, there was no other way to express Lacan's specific ideas in the exact situation in which he produced his interpretation of Sophocles’ tragedy. This interpretation is formulated in the seminar L’éthique de la psychanalyse, held between 1959 and 1960. Thus, in this second moment of our work, we try to show how Lacan, instead of being a faithful defender of the kinship system inherited from Claude Lévi-Strauss is, on the contrary, a critic in his own way of that same system. This critique would be organized around a problematization, by Lacan, of the moral Law based on the prohibition of incest. Finally, we try to qualify the debate between Judith Butler and Jacques Lacan in order to go beyond a simple note of the mistakes of this criticism arising from Butler’s philosophy. In fact, the vision of the power of this criticism is only possible if we manage to place it within the contemporary intellectual debate, in which some Lacanians unfortunately surrender to conservative positions on the subject. Thus, our hypothesis is that Butler’s criticism serves much more for positions of this nature than for Jacques Lacan’s theory in L’éthique de la psychanalyse. | en |
| dc.format.mimetype | application/pdf | pt_BR |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.rights | Open Access | en |
| dc.subject | Sófocles, 496?-406 A.C. Antígona | pt_BR |
| dc.subject | Antigone | en |
| dc.subject | Kinship system | en |
| dc.subject | Butler, Judith, 1956- | pt_BR |
| dc.subject | Lacan, Jacques, 1901-1981 | pt_BR |
| dc.subject | Symbolic | en |
| dc.subject | Filosofia | pt_BR |
| dc.subject | Literatura | pt_BR |
| dc.subject | Filosofia e Literatura | pt_BR |
| dc.title | Antígona no limite do simbólico : a crítica de Judith Butler ao parentesco em Jacques Lacan | pt_BR |
| dc.type | Trabalho de conclusão de graduação | pt_BR |
| dc.identifier.nrb | 001186732 | pt_BR |
| dc.degree.grantor | Universidade Federal do Rio Grande do Sul | pt_BR |
| dc.degree.department | Instituto de Filosofia e Ciências Humanas | pt_BR |
| dc.degree.local | Porto Alegre, BR-RS | pt_BR |
| dc.degree.date | 2023 | pt_BR |
| dc.degree.graduation | Filosofia: Bacharelado | pt_BR |
| dc.degree.level | graduação | pt_BR |
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TCC Filosofia (117)

