Os Think tanks e a estratégia dos Estados Unidos para a China : a construção da ameaça (2011-2017)
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Data
2025Autor
Orientador
Nível acadêmico
Doutorado
Tipo
Assunto
Resumo
Esta pesquisa investiga como os principais think tanks estadunidenses especializados em política externa enquadraram estrategicamente a República Popular da China entre 2011 — marco do anúncio do ―pivô para a Ásia‖ (―pivot to Asia‖), no governo Barack Obama — e 2017, ano da publicação da National Security Strategy (NSS) da administração Donald Trump. Parte-se da seguinte pergunta de pesquisa: de que maneira esses institutos constroem percepções e representações do Estado chinês, especialmente d ...
Esta pesquisa investiga como os principais think tanks estadunidenses especializados em política externa enquadraram estrategicamente a República Popular da China entre 2011 — marco do anúncio do ―pivô para a Ásia‖ (―pivot to Asia‖), no governo Barack Obama — e 2017, ano da publicação da National Security Strategy (NSS) da administração Donald Trump. Parte-se da seguinte pergunta de pesquisa: de que maneira esses institutos constroem percepções e representações do Estado chinês, especialmente diante da mudança de perspectiva pelo governo dos EUA — de parceiro estratégico para um ator a ser socializado na ordem liberal internacional, e, posteriormente, para um competidor estratégico. A hipótese central do trabalho é que, a despeito de diferenças ideológicas, os think tanks enquadram a China de forma semelhante, como uma ameaça aos interesses nacionais. Os dissensos se dariam nas sugestões sobre como lidar com o Estado chinês. Utilizando a Análise de Conteúdo como metodologia, o estudo examina a produção ideacional desses atores da sociedade civil diante da ascensão da China como potência emergente no sistema internacional. A análise fundamenta-se no arcabouço teórico do construtivismo, na Teoria da Securitização, desenvolvida pela Escola de Copenhague, e na Teoria Crítica, com o objetivo de compreender como se constrói a narrativa sobre ―o outro‖. Analisa-se também de que forma as recomendações desses think tanks, enquanto representantes do ―mercado de ideias‖, reverberam nos documentos estratégicos oficiais dos Estados Unidos. Os resultados da investigação indicam que, apesar de divergências ideológicas e das distintas proximidades partidárias, prevalece um movimento securitizador em torno da China como ameaça aos interesses estratégicos estadunidenses. As divergências concentram-se nas recomendações quanto à forma de responder à ascensão chinesa, variando entre a contenção da China por meio de sua socialização (engajamento) à ordem liberal internacional e estratégias de competição, com menções pontuais à cooperação. ...
Abstract
This research investigates how the main U.S. foreign policy think tanks strategically framed the People's Republic of China between 2011 — the year of the announcement of the ―pivot to Asia‖ under the Obama administration — and 2017, when the Trump administration published its National Security Strategy (NSS). This study is guided by the following research question: how do these institutes shape perceptions and representations of the Chinese state, especially considering the U.S. government cha ...
This research investigates how the main U.S. foreign policy think tanks strategically framed the People's Republic of China between 2011 — the year of the announcement of the ―pivot to Asia‖ under the Obama administration — and 2017, when the Trump administration published its National Security Strategy (NSS). This study is guided by the following research question: how do these institutes shape perceptions and representations of the Chinese state, especially considering the U.S. government changing perspective — from strategic partner to an actor to be socialized into the liberal international order and, subsequently, to a strategic competitor. The central hypothesis of this research is that, notwithstanding their ideological differences, the think tanks similarly frame China as a threat to national interests, while differing mainly in the recommendations on how to deal with the Chine state. Using Content Analysis as its methodology, this study examines the ideational production of these civil society actors in response to China‘s rise as an emerging power. This analysis is grounded on the theoretical framework of constructivism, the Theory of Secularization developed by the Copenhagen School, and Critical Theory, with the aim of understanding how narratives about ―the other‖ are constructed. This study also examines how the recommendations of these think tanks, as representatives of the ―marketplace of ideas,‖ resonate in the official strategic documents of the United States. The findings of this investigation indicate that, despite ideological differences and varying partisan alignments, there is a prevailing securitizing consensus framing China as a threat to the U.S. strategic interests. Divergences focus on the recommendations regarding how to respond to China‘s rise, varying from containment through its socialization (engagement) into the liberal international order to competitive strategies, with only occasional references to cooperation. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Ciências Econômicas. Programa de Pós-Graduação em Estudos Estratégicos Internacionais.
Coleções
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Ciências Sociais Aplicadas (6480)
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