Relação entre os benefícios concedidos aos empregados, com a distribuição de riqueza, produtividade do trabalho e o desempenho econômico- financeiro : uma análise das companhias abertas listadas na Brasil, Bolsa, Balcão (B3)
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Data
2025Autor
Orientador
Nível acadêmico
Mestrado
Tipo
Assunto
Resumo
A presente pesquisa teve como objetivo analisar a relação entre os benefícios concedidos aos empregados e a distribuição de riqueza, a produtividade do trabalho e o desempenho econômico-financeiro, por meio de uma análise das companhias abertas listadas na Brasil, Bolsa, Balcão (B3), no período de 2014 a 2023. A pesquisa foi classificada como quantitativa, descritiva e documental. Para isso, foram aplicadas regressões múltiplas com dados em painel desbalanceado. A variável explicativa foi const ...
A presente pesquisa teve como objetivo analisar a relação entre os benefícios concedidos aos empregados e a distribuição de riqueza, a produtividade do trabalho e o desempenho econômico-financeiro, por meio de uma análise das companhias abertas listadas na Brasil, Bolsa, Balcão (B3), no período de 2014 a 2023. A pesquisa foi classificada como quantitativa, descritiva e documental. Para isso, foram aplicadas regressões múltiplas com dados em painel desbalanceado. A variável explicativa foi construída a partir da criação do Índice Geral de Benefícios Concedidos aos Empregados (IGBCE), calculado por meio de um checklist composto por 28 itens. Os resultados evidenciam que a concessão de benefícios ainda é limitada em termos de amplitude e diversidade. A maioria das empresas analisadas apresentou baixos percentuais do IGBCE, sendo possível constatar que 77,72% da amostra evidenciou entre 25% e 49% dos benefícios, distribuídos entre Benefícios de Curto Prazo (BCP), Benefícios de Longo Prazo (BLP) e Benefícios Pós-Emprego (BPE). 29 empresas, equivalentes a 13,18% da amostra, alcançaram um resultado igual ou superior a 50% no índice. Essa distribuição demonstra que, embora exista um certo nível de concessão de benefícios, este ainda é restrito diante do universo de possibilidades previstas. Observou-se uma tendência de crescimento gradual na divulgação das informações relacionadas ao IGBCE. O tipo de benefício com maior número de observações foi o plano de saúde, com 1.095 registros, seguido pelo treinamento, com 1.084 observações. No entanto, os resultados indicam que as medidas agregadas de benefícios, seja em número absoluto, em percentual em relação ao total de 28 benefícios possíveis, ou padronizadas em relação à média da amostra, não apresentaram efeitos significativos sobre a rentabilidade, a produtividade ou a riqueza distribuída das companhias listadas na B3. Todavia, quando os benefícios foram desagregados em curto prazo, longo prazo e pós-emprego, identificaram-se efeitos positivos dos benefícios de longo prazo sobre a produtividade e sobre a riqueza distribuída, embora não sobre a rentabilidade. A análise mais detalhada demonstrou que empresas que adotam Planos de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) apresentam maiores níveis de riqueza distribuída e indícios de ganhos de produtividade, reforçando a hipótese de que mecanismos de incentivo atrelados ao desempenho exercem papel relevante no alinhamento entre os interesses dos trabalhadores e os objetivos corporativos. Esses achados sugerem que não é a quantidade de benefícios ofertados que determina sua efetividade, mas sim sua natureza e horizonte temporal, com destaque para aqueles capazes de promover engajamento e coesão organizacional. Assim, este estudo oferece contribuições originais e relevantes ao integrar, diferentes dimensões dos benefícios concedidos aos empregados, em um contexto de mercado emergente. Diferencia-se da literatura ao propor um índice de mensuração específico, construído com base na análise empírica de relatórios de sustentabilidade e formulários de referência, algo ainda pouco explorado de forma sistemática no Brasil. ...
Abstract
This research aimed to analyze the relationship between employee benefits and wealth distribution, labor productivity, and economic and financial performance. It analyzed publicly traded companies on the Brasil, Bolsa, Balcão (B3) exchange from 2014 to 2023. The research was classified as quantitative, descriptive, and documentary. Multiple regressions were applied to this study using unbalanced panel data. The explanatory variable was constructed based on the General Index of Employee Benefits ...
This research aimed to analyze the relationship between employee benefits and wealth distribution, labor productivity, and economic and financial performance. It analyzed publicly traded companies on the Brasil, Bolsa, Balcão (B3) exchange from 2014 to 2023. The research was classified as quantitative, descriptive, and documentary. Multiple regressions were applied to this study using unbalanced panel data. The explanatory variable was constructed based on the General Index of Employee Benefits (IGBCE), calculated using a 28-item checklist. The results show that the provision of benefits remains limited in terms of scope and diversity. Most of the companies analyzed presented low IGBCE percentages, with 77.72% of the sample demonstrating between 25% and 49% of benefits, distributed among Short-Term Benefits (STB), Long-Term Benefits (LTB), and Post-Employment Benefits (PEB). 29 companies, representing 13.18% of the sample, achieved a score equal to or greater than 50% on the index. This distribution demonstrates that, although there is a certain level of benefit provision, it remains limited given the universe of anticipated possibilities. A gradual upward trend was observed in the disclosure of information related to the IGBCE. The benefit type with the highest number of observations was health insurance, with 1,095 records, followed by training, with 1,084 observations. However, the results indicate that aggregate benefit measures, whether expressed in absolute numbers, as a percentage of the total 28 possible benefits, or standardized to the sample mean, did not have significant effects on the profitability, productivity, or distributed wealth of companies listed on B3. However, when benefits were disaggregated into short-term, long-term, and post-employment periods, positive effects of long-term benefits on productivity and distributed wealth were identified, although not on profitability. A more detailed analysis revealed that companies that adopt Profit Sharing Plans (PLR) have higher levels of distributed wealth and evidence of productivity gains, reinforcing the hypothesis that performance-linked incentive mechanisms play a relevant role in aligning employee interests with corporate objectives. These findings suggest that it is not the quantity of benefits offered that determines their effectiveness, but rather their nature and time horizon, with an emphasis on those capable of promoting engagement and organizational cohesion. Thus, this study offers original and relevant contributions by integrating different dimensions of employee benefits in an emerging market context. It differs from the literature by proposing a specific measurement index, constructed based on empirical analysis of sustainability reports and reference forms, something still little explored systematically in Brazil. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Ciências Econômicas. Programa de Pós-Graduação em Controladoria e Contabilidade.
Coleções
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Ciências Sociais Aplicadas (6438)
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