Biofashion : moda e biologia
| dc.contributor.advisor | Pereira, Maria João Veloso da Costa Ramos | pt_BR |
| dc.contributor.author | Corrêa, Bernardo Marshall | pt_BR |
| dc.date.accessioned | 2025-12-13T08:00:40Z | pt_BR |
| dc.date.issued | 2025 | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10183/299871 | pt_BR |
| dc.description.abstract | O modelo linear de produção da indústria da moda – baseado em fibras sintéticas e práticas insustentáveis – atingiu um limite biológico, consumindo 98 milhões de toneladas de recursos não renováveis anualmente e contribuindo com 4% das emissões globais de CO2. Este trabalho argumenta que a transição para uma economia circular da moda exige a adoção do biodesign, uma disciplina que integra biologia e design para criar materiais e sistemas que emulam os ciclos regenerativos da natureza. Diferente da biomimética tradicional, que se inspira em formas naturais, o biodesign emprega ativamente organismos vivos (como micélio, algas e bactérias) para cultivar, tingir e decompor têxteis em processos circulares. Através de uma perspectiva histórica, este artigo traça a evolução da moda desde os materiais biodegradáveis pré-industriais até os sintéticos atuais derivados do petróleo, passando pelo surgimento do fast fashion e chegando nos impactos ambientais atuais da indústria. Em seguida, examina soluções contemporâneas de biodesign – como couro de fungos, celulose bacteriana e corantes fotossintéticos – como alternativas viáveis que realinham a produção têxtil com princípios ecológicos. Ao reformular resíduos como nutrientes e peças de vestuário como artefatos biológicos transitórios, o biodesign oferece um caminho para a moda operar dentro dos limites planetários. Por fim, este trabalho posiciona o biodesign não apenas como uma alternativa sustentável, mas como uma mudança de paradigma necessária, incentivando colaboração interdisciplinar entre biólogos, designers e formuladores de políticas para ampliar essas inovações. As conclusões destacam que o futuro da moda depende de sua capacidade de imitar a natureza não apenas na forma, mas na função – transformando-se de uma indústria poluente em um sistema vivo e autorrenovável. | pt_BR |
| dc.description.abstract | The fashion industry’s linear production model—rooted in synthetic fibers and exploitative practices—has reached a biological breaking point, consuming 98 million tons of non-renewable resources annually and contributing 4% of global CO₂ emissions. This paper argues that transitioning to a circular fashion economy requires adopting biodesign, a discipline that merges biology and design to create materials and systems that emulate nature’s regenerative cycles. Unlike traditional biomimicry, which draws inspiration from natural forms, biodesign actively employs living organisms (e.g., mycelium, algae, bacteria) to grow, dye, and decompose textiles in closed-loop processes. Through a historical lens, this paper traces fashion’s shift from pre-industrial, biodegradable materials to today’s petroleum-derived synthetics, going through fast fashion’s emergence and then arriving at the industry’s environmental impact today. It then examines contemporary biodesign solutions — such as fungal leather, bacterial cellulose, and photosynthetic dyes — as viable alternatives that realign textile production with ecological principles. By reframing waste as a nutrient and garments as transient biological artifacts, biodesign offers a roadmap for fashion to operate within planetary boundaries. Ultimately, this work positions biodesign not merely as a sustainable alternative but as a necessary paradigm shift, urging interdisciplinary collaboration between biologists, designers, and policymakers to scale these innovations. The findings underscore that fashion’s future hinges on its ability to mimic nature not just in form, but in function — transforming from a polluting industry into a living, self-renewing system. | en |
| dc.format.mimetype | application/pdf | pt_BR |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.rights | Open Access | en |
| dc.subject | Circular fashion | en |
| dc.subject | Biodesign | pt_BR |
| dc.subject | Moda | pt_BR |
| dc.subject | Biomaterials | en |
| dc.subject | Biomateriais | pt_BR |
| dc.subject | Sustainable textiles | en |
| dc.subject | Synthetic biology | en |
| dc.subject | Sustentabilidade | pt_BR |
| dc.subject | Biologia sintética | pt_BR |
| dc.title | Biofashion : moda e biologia | pt_BR |
| dc.type | Trabalho de conclusão de graduação | pt_BR |
| dc.contributor.advisor-co | Cunha, Ana Cristina Borba da | pt_BR |
| dc.identifier.nrb | 001298181 | pt_BR |
| dc.degree.grantor | Universidade Federal do Rio Grande do Sul | pt_BR |
| dc.degree.department | Instituto de Biociências | pt_BR |
| dc.degree.local | Porto Alegre, BR-RS | pt_BR |
| dc.degree.date | 2025 | pt_BR |
| dc.degree.graduation | Ciências Biológicas: Bacharelado | pt_BR |
| dc.degree.level | graduação | pt_BR |
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TCC Ciências Biológicas (1505)

