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dc.contributor.advisorPerussatto, Melina Kleinertpt_BR
dc.contributor.authorBrito, João Vítor Barbosa dept_BR
dc.date.accessioned2026-01-27T07:54:47Zpt_BR
dc.date.issued2025pt_BR
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10183/300783pt_BR
dc.description.abstractO presente trabalho busca analisar, a partir da experiência da imprensa negra porto-alegrense, como a figura do pardo, sintetizando as demais categorias de cor que se referem à miscigenação vinculada à diáspora africana, foi mobilizada pela intelectualidade negra do jornal O Exemplo para construir uma coletividade negra no imediato pós-abolição. A pesquisa se insere, assim, nos debates atuais sobre identidade negra e categorias raciais que envolvem a população parda, evidenciados por dados do Datafolha de 2024, que mostram que 60% dos pardos não se consideram negros, e outras discussões como o movimento “parditude”. Dentre os objetivos, busca-se investigar o contexto de aplicação da noção de cor parda e suas equivalentes nas páginas d’O Exemplo, de modo a participar do debate sobre as categorizações raciais e a compreensão da identidade negra enquanto aglutinadora de pessoas pretas e pardas no Brasil pós-abolição e atual. Para isso, é analisada a forma como os indivíduos frutos da miscigenação foram significados e mobilizados ao longo da história e da historiografia pelas elites brancas e organizações negras, tensionando a sua conceitualização. Dessa forma, a análise recai sobre o contexto do imediato pós-abolição, a partir de diversas publicações realizadas no jornal O Exemplo entre 1902 e 1919, buscando visualizar como os seus jornalistas mobilizavam a figura do pardo e compreendiam a coletividade das pessoas de cor neste recorte espaço-temporal. A metodologia, dessa forma, é aplicada através da ferramenta de pesquisa por Reconhecimento Ótico de Caracteres da Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional, onde foram pesquisados termos como pardo, mulato e mestiço no acervo do jornal O Exemplo. A partir disso, realiza-se análise qualitativa para compreender o contexto e significado dado à aplicação de tais termos. Como aporte teórico, toma-se como base as definições sobre raça, identidade, coletividade e imprensa negra pautadas por autoras como Sueli Carneiro, Stuart Hall, Neusa Santos Souza, Melina Perussatto, Alessandra Devulsky, Ana Flávia Magalhães Pinto e outras que se propõem a pensar tais 6 questões. Os resultados obtidos indicam que a figura do pardo e suas equivalentes são citadas nas páginas d’O Exemplo, na maior parte das vezes, em conjunto com o termo preto ou negro, demonstrando as suas aproximações sociorraciais, de forma a configurar e afirmar uma coletividade de cor no início do século XX. Percebe-se, em especial nos casos de violência ou discriminação, a racialização das pessoas pardas e a sua contraposição à branquitude, demonstrando a sua inserção dentro da coletividade negra.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.language.isoporpt_BR
dc.rightsOpen Accessen
dc.subjectColetividadept_BR
dc.subjectNegropt_BR
dc.subjectJornal : Históriapt_BR
dc.title“Somos de cor preta ou parda' : amobilização da figura do pardo na construção de uma coletividade negra no imediato pós-abolição em Porto Alegre a partir do jornal O Exemplo (1902-1919)pt_BR
dc.typeTrabalho de conclusão de graduaçãopt_BR
dc.identifier.nrb001300174pt_BR
dc.degree.grantorUniversidade Federal do Rio Grande do Sulpt_BR
dc.degree.departmentInstituto de Filosofia e Ciências Humanaspt_BR
dc.degree.localPorto Alegre, BR-RSpt_BR
dc.degree.date2025pt_BR
dc.degree.graduationHistória: Licenciaturapt_BR
dc.degree.levelgraduaçãopt_BR


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