360 degree assessment in family medicine residency : perception of citizen-users and preceptors
Data
2025Tipo
Outro título
Avaliação 360 graus na residência médica de família e comunidade : percepção de cidadãos-usuários e preceptores
Assunto
Abstract
Introduction: In the context of Family Medicine Residency (FMR), assessment tools aimed at improving resident physician training should be (re) constructed in the daily routine of healthcare services. The 360-degree or multi-source assessment stands out as it involves the participation of team professionals, patients, and the resident physician, guided by the preceptor. Objective: To analyze the 360-degree assessment in FMR from the perspective of citizen-users and preceptors. Method: A qualita ...
Introduction: In the context of Family Medicine Residency (FMR), assessment tools aimed at improving resident physician training should be (re) constructed in the daily routine of healthcare services. The 360-degree or multi-source assessment stands out as it involves the participation of team professionals, patients, and the resident physician, guided by the preceptor. Objective: To analyze the 360-degree assessment in FMR from the perspective of citizen-users and preceptors. Method: A qualitative approach study (case study), approved by a Research Ethics Committee. It was conducted in Primary Health Care (PHC) Units in two municipalities of Rio Grande do Sul, where the residents worked. The sample was intentional. Semi-structured individual interviews, recorded and transcribed, were conducted with citizen-users treated by the residents and with the two medical preceptors. The sample size for citizen-users was defined based on the theoretical saturation criteria combined with the analysis of the density of the textual material produced. Contextual data from participants were analyzed using descriptive statistics. Qualitative data were analyzed using content analysis. Results: The study included 17 citizen-users and two preceptors. The 360-degree assessment was recognized as an evaluation tool that fosters and values popular protagonism. Citizen-users perceived that by participating in the resident’s evaluation, changes in the resident physician’s conduct could occur. In this participatory process, they felt privileged and as contributors to the resident physician’s work. Preceptors recognized that the participation of users and the team in the resident’s evaluation process contributes to the assessment and strengthens the relationship between the team, residents, and users, as well as interprofessional work in PHC. Challenges were observed in conducting the resident’s assessment by team professionals due to the work routine and in the management of the feedback process by preceptors. An adequate environment and strong bonds between preceptors and residents were considered facilitators of feedback. Conclusion: The 360-degree assessment proved to be an effective educational evaluation strategy in training the healthcare workforce. It provides an opportunity for resident physicians to develop, recognize their mistakes, and become closer to both users and the healthcare team. Further research is recommended, including the perceptions of residents, healthcare teams, and managers ...
Resumo
Introdução: No contexto da Residência de Medicina de Família e Comunidade (RMFC), ferramentas de avaliação que busquem a qualificação da formação do médico residente devem ser (re)construídas no cotidiano dos serviços de saúde. Avaliação 360 graus ou multifonte destaca-se por envolver a participação de profissionais da equipe, de pacientes e do próprio residente, guiada pelo preceptor. Objetivo: Analisar a avaliação 360 graus na RMFC, na percepção de cidadãos usuários e preceptores. Método: Est ...
Introdução: No contexto da Residência de Medicina de Família e Comunidade (RMFC), ferramentas de avaliação que busquem a qualificação da formação do médico residente devem ser (re)construídas no cotidiano dos serviços de saúde. Avaliação 360 graus ou multifonte destaca-se por envolver a participação de profissionais da equipe, de pacientes e do próprio residente, guiada pelo preceptor. Objetivo: Analisar a avaliação 360 graus na RMFC, na percepção de cidadãos usuários e preceptores. Método: Estudo de abordagem qualitativa (estudo de caso), aprovado por Comitê de Ética em Pesquisa. Foi realizado em Unidades de Atenção Primária à Saúde (APS) de dois municípios do Rio Grande do Sul, onde os residentes atuavam. A amostra foi intencional. Realizaram-se entrevistas individuais semiestruturadas com os cidadãos usuários atendidos pelos residentes e com os dois médicos preceptores. Essas entrevistas foram posteriormente gravadas e transcritas. Definiu-se o tamanho da amostra para os cidadãos usuários pelo critério da saturação teórica aliado à análise da densidade do material textual produzido. Analisaram-se os dados de contexto dos participantes pela estatística descritiva. Os dados qualitativos foram analisados pela análise de conteúdo. Resultado: Participaram do estudo 17 cidadãos usuários e dois preceptores. A avaliação 360 graus foi reconhecida como ferramenta avaliativa que fomenta e valoriza o protagonismo popular. Os cidadãos usuários perceberam que, ao fazerem parte da avaliação do residente, mudanças na conduta do médico residente podem acontecer. Nesse processo participativo, sentem-se privilegiados ao contribuírem para o trabalho do médico residente. Os preceptores reconheceram que a participação dos usuários e da equipe no processo avaliativo do residente contribui para a avaliação e fortalece a relação entre equipe-residente-usuários e o trabalho interprofissional na APS. Desafios foram percebidos na realização da avaliação do residente pelos profissionais da equipe, pela rotina de trabalho na APS e na condução do momento do feedback pelos preceptores. Ambiente adequado e relações de vínculo entre preceptor-residente foram considerados facilitadores do feedback. Conclusão: A avaliação 360 graus apresentou-se como estratégia efetiva de avaliação educacional na formação da força de trabalho em saúde. Traz a oportunidade para o médico residente evoluir, perceber seus erros e se aproximar dos usuários e da equipe. Novas pesquisas são recomendadas, incluindo a percepção dos residentes, da equipe e dos gestores. ...
Contido em
Revista brasileira de educação médica. Rio de Janeiro. Vol. 49, no.4 (2025), e159, 10 p.
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