Buchi Emecheta e Françoise Ega : escritas migrantes do Sul Global
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Data
2025Tipo
Outro título
Buchi Emecheta and Françoise Ega : migrant writings from the Global South
Assunto
Resumo
No cenário de deslocamentos de pessoas entre o centro e a periferia do globo, narrativas emergentes, sujeitos literários e práticas discursivas cruzam fronteiras físicas e culturais impostas pelo colonialismo. Esse quadro está presente em Cidadã de Segunda Classe (2018), de Buchi Emecheta e Cartas a uma negra: narrativa antilhana (2021), de Françoise Ega. Das experiências da nigeriana Adah e da martinicana Maméga, que emigraram para Londres e Marselha, respectivamente, são selecionadas e proble ...
No cenário de deslocamentos de pessoas entre o centro e a periferia do globo, narrativas emergentes, sujeitos literários e práticas discursivas cruzam fronteiras físicas e culturais impostas pelo colonialismo. Esse quadro está presente em Cidadã de Segunda Classe (2018), de Buchi Emecheta e Cartas a uma negra: narrativa antilhana (2021), de Françoise Ega. Das experiências da nigeriana Adah e da martinicana Maméga, que emigraram para Londres e Marselha, respectivamente, são selecionadas e problematizadas aquelas relativas à maternidade, à moradia, às ocupações profissionais e à escrita. Para isso, buscamos ferramentas que julgamos adequadas para análises das vivências das personagens nos debates do feminismo decolonial através de pesquisas de Françoise Vergès, Oyèrónke Oyewùmí, Grada Kilomba, Gayatri Spivak, Conceição Evaristo e Gloria Anzaldúa relacionadas à reprodução social e racialização, à generificação das relações, ao controle da fala e da enunciação, ao privilégio epistêmico e à escrita como agência de enfrentamento ao colonialismo; da mesma forma, contribuições de Aníbal Quijano, Edward Said e Frantz Fanon quanto à colonialidade do poder, à produção de conhecimento, linguagem e mentalidades dominadoras. O diálogo realizado entre os textos e a bibliografia teórica nos permitirá afirmar a existência de uma relação entre o lugar que essas mulheres racializadas ocupam na reprodução social da ordem capitalista e a escrita de mulheres como resistência e protagonismo diante das políticas colonialistas. ...
Abstract
In the scenario of people moving between the center and the periphery of the globe, emerging narratives, literary subjects and discursive practices cross physical and cultural borders imposed by colonialism. This picture is present in Cidadã de segunda classe (2018), by Buchi Emecheta and Cartas a uma negra: narrativa antilhana (2021), by Françoise Ega. From the experiences of Nigerian Adah and Martinican Maméga, who emigrated to London and Marseille, respectively, those relating to motherhood, ...
In the scenario of people moving between the center and the periphery of the globe, emerging narratives, literary subjects and discursive practices cross physical and cultural borders imposed by colonialism. This picture is present in Cidadã de segunda classe (2018), by Buchi Emecheta and Cartas a uma negra: narrativa antilhana (2021), by Françoise Ega. From the experiences of Nigerian Adah and Martinican Maméga, who emigrated to London and Marseille, respectively, those relating to motherhood, housing, professional occupations and writing are selected and problematized. To do this, we look for tools that we deem appropriate for analyzing the character’s experiences in debates on decolonial feminism through research by Françoise Vergès, Oyèrónke Oyewùmí, Grada Kilomba, Gayatri Spivak, Conceição Evaristo and Gloria Anzaldúa related to social reproduction and racialization, the gendering of relationships, the control of speech and enunciation, epistemic privilege and writing as an agency to confront colonialism; in the same way, contributions from Anibal Quijano, Edward Said and Frantz Fanon regarding the coloniality of power, the production of knowledge, language and dominating mentalities. The dialogue carried out between the texts and the theoretical bibliography will allow us to affirm the existence of a relationship between the place that these racialized women occupy in the social reproduction of the capitalist order and the writing of women as emancipation and protagonism in the face of colonialist policies. ...
Contido em
Gragoatá. Niterói, RJ. Vol. 30, n. 67 (jan./abr. 2025), e66613, p. 1-22
Origem
Nacional
Coleções
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Artigos de Periódicos (44627)Linguística, Letras e Artes (3010)
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