Tecnologias da experimentação e composição : educações, histórias, corpos e pesquisas potenciais
Visualizar/abrir
Data
2025Autor
Orientador
Nível acadêmico
Doutorado
Tipo
Assunto
Resumo
Esta pesquisa confrontou-se com a crise socioambiental contemporânea: ensaio iniciado durante a pandemia de Covid-19, em 2020, e finalizado sob os efeitos das enchentes que assolaram, em 2024, o estado do Rio Grande do Sul. Sob tais condições, no processo da escrita, a palavra “potencial” emergiu como adjetivo para uma educação, uma história, os corpos e a própria pesquisa, em relações recíprocas. Mas tal relação partiu de um pensar e imaginar tecnologias da experimentação e composição que pude ...
Esta pesquisa confrontou-se com a crise socioambiental contemporânea: ensaio iniciado durante a pandemia de Covid-19, em 2020, e finalizado sob os efeitos das enchentes que assolaram, em 2024, o estado do Rio Grande do Sul. Sob tais condições, no processo da escrita, a palavra “potencial” emergiu como adjetivo para uma educação, uma história, os corpos e a própria pesquisa, em relações recíprocas. Mas tal relação partiu de um pensar e imaginar tecnologias da experimentação e composição que pudessem confrontar certos processos associados à crise supracitada e aqui estudados, que subjugam os corpos – incluindo os humanos – suprimindo suas presenças singulares em nome de significados, identidades e idealizações; efeito este que se produz em função de certa centralidade hierárquica, a partir de pressupostos que se formalizam em termos de antropocentrismo e logocentrismo. Esta problemática, que possui uma história no pensamento, sobretudo ocidental, é localizada na contemporaneidade em sua efetuação em torno da ideia de Tecnologia, sobre a qual recai uma compreensão dominante, replicada no senso comum, engendrada por um imaginário – e a produção de uma realidade dominante – que submete os corpos em certas formas, informando-os. O problema da Educação, então, em contraposição, é o de produzir condições para a existência em sua diferença, imanente e múltipla. Ao mesmo tempo, o uso banalizado da palavra tecnologia – associado com modernidade, informatização e digitalização – denota alienação frente aos processos que produzem, por meio do logocentrismo técnico, tanto corpos individuais quanto o corpo social em sua interdependência com a Terra. Sob o discurso do progresso, e seus efeitos projetados como crise socioambiental e climática, nos parece inevitável uma crise na Educação – crise que não é de hoje, mas ganha novos contornos. A condição de habitabilidade na Terra diz respeito ao engendramento de tecnologias empregadas no sentido de um bem viver, que envolvam vidas sem distinção hierárquica, que não desloquem as presenças de seus espaços e tempos singulares em nome de um além, seja em que termos for, e que contraponham um conhecimento centralizado às sabedorias periféricas e às criações. Tecnosofias, então, que respeitem e proliferem vidas, onde quer que estas vivam, inclusive numa aula. Para tanto, esta tese se propõe a pensar acerca de meios potenciais, numa interrelação história-educação-corpo-escrita, que possam reafirmar a imanência e a coletividade, em processos que se justifiquem na pluralidade cultural e que contemplem, ao mesmo tempo, um caos precursor. É nesse entremeio que esta tese foi produzida, dramatizada num processo transdutivo que opera com a multiplicidade de formas e modos, sendo composta, tecnosoficamente, pela via da experimentação, num corpo textual em correlações recíprocas com outros corpos. ...
Abstract
This research was confronted with the contemporary socio-environmental crisis: an essay started during the COVID-19 pandemic, in 2020, and ended under the effects of the floods that devastated the state of Rio Grande do Sul, in 2024. Under such conditions, throughout the process of writing, the word “potential” emerged as an adjective for an education, a history, the bodies and the research itself, in reciprocal relationships. Such relationship initiated from thinking and imagining technologies ...
This research was confronted with the contemporary socio-environmental crisis: an essay started during the COVID-19 pandemic, in 2020, and ended under the effects of the floods that devastated the state of Rio Grande do Sul, in 2024. Under such conditions, throughout the process of writing, the word “potential” emerged as an adjective for an education, a history, the bodies and the research itself, in reciprocal relationships. Such relationship initiated from thinking and imagining technologies of experimentation and composition that could confront certain processes associated with the aforementioned crisis and studied here, which subjugate bodies—including human bodies—suppressing their singular presence in the name of meanings, identities, and idealizations; Such effect is produced as a function of a certain hierarchical centrality, based on assumptions that are formalized by anthropocentric and logocentric words. Currently, this issue, which sustains a long-term presence in Western thought, materializes around the idea of Technology, on which falls a dominant understanding, replicated in common sense, engendered by an imaginary—and the production of a dominant reality—that submits bodies in certain ways, informing them. In contrast, the problem of Education, then, is to create conditions for existence in its immanent and multiple difference. At the same time, the trivialized use of the word technology—associated with modernity, computerization, and digitalization—denotes alienation in the face of the processes that produce, via technical logocentrism, both individual bodies and the social body in its interdependence with Earth. Under the discourse of progress, and its projected effects as a socio-environmental and climate crisis, a crisis in Education seems inevitable to us—an old crisis, but featuring new shapes. The condition of habitability on Earth refers to the engendering of technologies used to provide a good living, embracing lives without hierarchical distinction, which do not displace the presences of their singular spaces and times in the name of a beyond, in whatever terms, and which oppose a centralized knowledge to peripheral wisdom and creations. These are called Technosophies; that respect and proliferate lives, wherever they live, including in a classroom. To this end, this thesis proposes to think about potential means, in an interrelation of history–education–body–writing, that can reaffirm immanence and collectivity, in processes that are justified in cultural plurality and that contemplate, at the same time, a precursor chaos. This thesis was produced in this context, dramatized in a transductive process that operates with the multiplicity of forms and modes, being composed, technosophically, via experimentation, in a textual body in reciprocal correlations with other bodies. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Educação. Programa de Pós-Graduação em Educação.
Coleções
-
Ciências Humanas (7716)Educação (2585)
Este item está licenciado na Creative Commons License
