Desenvolvimento e adesão de aplicativo web de monitoramento de primatas não-humanos no estado do Rio Grande do Sul
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Data
2025Autor
Orientador
Co-orientador
Nível acadêmico
Graduação
Assunto
Resumo
No Rio Grande do Sul ocorrem três espécies nativas de primatas não-humanos: Sapajus nigritus (macaco-prego), Alouatta guariba (bugio-ruivo) e Alouatta caraya (bugio-preto). Esses animais desempenham papéis ecológicos essenciais no meio ambiente como dispersores de sementes, contribuindo para a manutenção dos ecossistemas. Uma das principais ameaças aos primatas não-humanos (PNH) é a perda e fragmentação de habitat decorrente da expansão urbana. Isso intensifica conflitos com seres humanos, resu ...
No Rio Grande do Sul ocorrem três espécies nativas de primatas não-humanos: Sapajus nigritus (macaco-prego), Alouatta guariba (bugio-ruivo) e Alouatta caraya (bugio-preto). Esses animais desempenham papéis ecológicos essenciais no meio ambiente como dispersores de sementes, contribuindo para a manutenção dos ecossistemas. Uma das principais ameaças aos primatas não-humanos (PNH) é a perda e fragmentação de habitat decorrente da expansão urbana. Isso intensifica conflitos com seres humanos, resultando em incidentes como choques elétricos, atropelamentos, maus tratos e outros. Adicionalmente, as espécies do gênero Alouatta são particularmente afetadas devido à suscetibilidade ao vírus da febre amarela, um dos motivos pelos quais o bugio-ruivo foi incluído na lista dos 25 primatas mais ameaçados do mundo em 2018 e 2020. Apesar desses animais demonstrarem uma grande adaptabilidade à ambientes antropizados, a crescente proximidade com áreas urbanas amplifica a necessidade de uma maior atenção. O Programa Macacos Urbanos (PMU/UFRGS) atua há mais de três décadas para mitigar esses conflitos, mas a ausência de um sistema padronizado de registro dificulta o monitoramento eficaz. Aqui, abordamos a situação dos primatas não-humanos no Rio Grande do Sul, Brasil, focando nos desafios impostos pela urbanização e na busca por soluções tecnológicas para a conservação desses animais. Diante disso, buscamos desenvolver e avaliar a implementação de um aplicativo web de monitoramento de primatas não-humanos de vida livre no estado. O bugio-ruivo foi escolhido para representar a identidade visual do aplicativo, de forma a engajar a comunidade com a sensibilização à espécie em prol da biodiversidade local. Durante os primeiros 11 meses de atividade, o aplicativo “Olha o Macaco!” obteve 80 registros de avistamentos em 17 municípios do Rio Grande do Sul; sendo o Campus do Vale, na UFRGS, o local de maior adesão. ...
Abstract
In Rio Grande do Sul, three native non-human primate species occur: Sapajus nigritus (black capuchin monkey), Alouatta guariba (brown howler monkey), and Alouatta caraya (black-and-gold howler monkey). These animals play essential ecological roles in the environment as seed dispersers, contributing to the maintenance of ecosystems. One of the main threats to non-human primates (NHP) is habitat loss and fragmentation caused by urban expansion. This intensifies conflicts with humans, resulting in ...
In Rio Grande do Sul, three native non-human primate species occur: Sapajus nigritus (black capuchin monkey), Alouatta guariba (brown howler monkey), and Alouatta caraya (black-and-gold howler monkey). These animals play essential ecological roles in the environment as seed dispersers, contributing to the maintenance of ecosystems. One of the main threats to non-human primates (NHP) is habitat loss and fragmentation caused by urban expansion. This intensifies conflicts with humans, resulting in incidents such as electric shocks, vehicle collisions, mistreatment, and others. Additionally, species of the genus Alouatta are particularly affected due to their susceptibility to yellow fever virus, which is one of the reasons why the brown howler monkey was included in the list of the 25 most threatened primates in the world in 2018 and 2020. Despite these animals demonstrating great adaptability to anthropized environments, the growing proximity to urban areas amplifies the need for increased attention. The Programa Macacos Urbanos (PMU/UFRGS) has been working for over three decades to mitigate these conflicts, but the absence of a standardized registration system hampers effective monitoring. Here, we address the situation of non-human primates in Rio Grande do Sul, Brazil, focusing on the challenges imposed by urbanization and the search for technological solutions for their conservation. In this context, we aim to develop and evaluate the implementation of a web application for monitoring free-living non-human primates in the state. The red howler monkey was chosen to represent the visual identity of the app, in order to engage the community and raise awareness about the species for the benefit of local biodiversity. During the first 11 months of activity, the “Olha o Macaco!” app recorded 80 sightings across 17 municipalities in Rio Grande do Sul, with the Campus do Vale at the UFRGS being the area with the highest participation. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Biociências. Curso de Ciências Biológicas: Bacharelado.
Coleções
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TCC Ciências Biológicas (1505)
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