Morfodinâmica do Areal Redondo, São Francisco de Assis, Rio Grande do Sul
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Data
2025Autor
Orientador
Nível acadêmico
Graduação
Assunto
Resumo
No presente trabalho se investiga a morfodinâmica do Areal Redondo, localizado entre os municípios de Manoel Viana e São Francisco de Assis, no oeste do Rio Grande do Sul. A pesquisa busca compreender de forma integrada os processos erosivos-deposicionais que estruturam e mantêm essa feição, considerando a atuação conjunta dos agentes hídricos e eólicos, a natureza dos depósitos quaternários e a influência histórica do uso e ocupação da terra e cobertura vegetal. O Areal Redondo, assim denomina ...
No presente trabalho se investiga a morfodinâmica do Areal Redondo, localizado entre os municípios de Manoel Viana e São Francisco de Assis, no oeste do Rio Grande do Sul. A pesquisa busca compreender de forma integrada os processos erosivos-deposicionais que estruturam e mantêm essa feição, considerando a atuação conjunta dos agentes hídricos e eólicos, a natureza dos depósitos quaternários e a influência histórica do uso e ocupação da terra e cobertura vegetal. O Areal Redondo, assim denominado pelo Grupo de Pesquisa Arenização-Desertificação: questão ambiental - Departamento de Geografia/IGEO/UFRGS/CNPq, configura-se como uma feição arenosa semicircular, confinada por vertentes suaves, inseridas no contato entre materiais das Formações Guará e Botucatu. Essas formações, caracterizadas por arenitos finos, pouco cimentados e de alta friabilidade, associadas a coberturas superficiais arenosas, compõem o substrato responsável pela elevada suscetibilidade aos processos erosivos identificados no trabalho. Do ponto de vista hidrodinâmico, a água atua principalmente na estruturação do relevo, promovendo entalhamento de vertentes, escoamento concentrado, formação de sulcos, retrabalhamento da ravina e transporte de sedimentos até o interior da feição. Apesar de efêmeros, esses fluxos são decisivos na reativação de depósitos arenosos e na conexão entre o areal e a drenagem regional, vinculada ao rio Ibicuí. O agente eólico, por sua vez, domina a morfodinâmica interna do areal. Observam-se microformas típicas de ambientes eólicos continentais — superfícies de deflação, pequenas rampas, ondulações lineares e deposição em sombra de vento — formadas a partir da saltação de grãos finos, bem selecionados e retrabalhados em múltiplos ciclos de transporte. A forma semicircular da feição favorece a recirculação interna de ventos, reforçando o caráter autossustentado do processo de deflação e redistribuição arenosa. Nesse sentido, o Areal Redondo é entendido como um sistema morfodinâmico pulsante, cuja evolução resulta da interação entre condicionantes geológicos, climáticos, pedológicos e a intensificação do uso agrícola, a partir da década de 1970, que rompeu os equilíbrios superficiais e reativou a mobilidade sedimentar. Os resultados evidenciam que o Areal Redondo sintetiza, em escala reduzida, os principais elementos da arenização regional: fragilidade pedolitológica, depósitos quaternários, alternância hidroeólica, e vulnerabilidade dos Neossolos. ...
Resumen
En el presente trabajo se investiga la morfodinámica del Areal Redondo, situado entre los municipios de Manoel Viana y São Francisco de Assis, al oeste de Rio Grande do Sul. La investigación busca comprender de manera integrada los procesos erosivos-deposicionales que estructuran y mantienen tal formación, considerando la acción conjunta de los agentes hídricos y eólicos, la naturaleza de los depósitos cuaternarios y la influencia histórica del uso y ocupación de la tierra y la cobertura vegeta ...
En el presente trabajo se investiga la morfodinámica del Areal Redondo, situado entre los municipios de Manoel Viana y São Francisco de Assis, al oeste de Rio Grande do Sul. La investigación busca comprender de manera integrada los procesos erosivos-deposicionales que estructuran y mantienen tal formación, considerando la acción conjunta de los agentes hídricos y eólicos, la naturaleza de los depósitos cuaternarios y la influencia histórica del uso y ocupación de la tierra y la cobertura vegetal. El Areal Redondo, así denominado por el Grupo de Investigación Arenización-Desertificación: cuestión ambiental - Departamento de Geografía/IGEO/UFRGS/CNPq, se configura como una formación arenosa semicircular, confinada por suaves pendientes, insertada en el contacto entre materiales de las Formaciones Guará y Botucatu. Estas formaciones, caracterizadas por areniscas finas, poco cementadas y de alta friabilidad, asociadas a cubiertas superficiales arenosas, componen el sustrato responsable de la elevada susceptibilidad a los procesos erosivos identificados en el trabajo. Desde el punto de vista hidrodinámico, el agua actúa principalmente en la estructuración del relieve, promoviendo el tallado de laderas, el escurrimiento concentrado, la formación de surcos, la reelaboración de la ravina y el transporte de sedimentos hacia el interior de la formación. Aunque efímeros, estos flujos son decisivos en la reactivación de los depósitos arenosos y en la conexión entre la zona arenosa y el drenaje regional, vinculado al río Ibicuí. El agente eólico, por su parte, domina la morfodinámica interna de la zona arenosa. Se observan microformas típicas de los ambientes eólicos continentales —superficies de deflación, pequeñas rampas, ondulaciones lineales y deposición a la sombra del viento— formadas a partir del salto de granos finos, bien seleccionados y reelaborados en múltiples ciclos de transporte. La forma semicircular de la formación favorece la recirculación interna de los vientos, reforzando el carácter autosostenido del proceso de deflación y redistribución arenosa. En este sentido, el Areal Redondo se entiende como un sistema morfodinámico pulsante, cuya evolución es el resultado de la interacción entre factores geológicos, climáticos, edafológicos y la intensificación del uso agrícola, que rompió los equilibrios superficiales y reactivó la movilidad sedimentaria. Los resultados evidencian que el Areal Redondo sintetiza, a escala reducida, los principales elementos de la arenización regional: fragilidad pedolitológica, depósitos cuaternarios, alternancia hidroeléctrica y vulnerabilidad de los Neosoles. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Geociências. Curso de Geografia: Bacharelado.
Coleções
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TCC Geografia (527)
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