Ideologías del lenguaje y desigualdad : dinámicas de diferenciación lingüística en la frontera uruguaya con Brasil
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Data
2025Orientador
Nível acadêmico
Doutorado
Tipo
Assunto
Resumen
Esta tesis tiene como objetivo comprender las ideologías del lenguaje en circulación en la ciudad de Rivera, Uruguay, fronteriza con Brasil. En esta región de frontera se usa el llamado portuñol, un recurso lingüístico que durante buena parte del siglo XX fue combatido por el Estado uruguayo y representado como una amenaza a la identidad nacional (Barrios 1996, Behares 2004). En las últimas décadas, la representación negativa sobre el portuñol convive con su reivindicación como recurso propio d ...
Esta tesis tiene como objetivo comprender las ideologías del lenguaje en circulación en la ciudad de Rivera, Uruguay, fronteriza con Brasil. En esta región de frontera se usa el llamado portuñol, un recurso lingüístico que durante buena parte del siglo XX fue combatido por el Estado uruguayo y representado como una amenaza a la identidad nacional (Barrios 1996, Behares 2004). En las últimas décadas, la representación negativa sobre el portuñol convive con su reivindicación como recurso propio de la frontera, a través de la creciente producción artística en portuñol, su postulación como patrimonio cultural inmaterial ante Unesco (Albertoni 2018, 2021) y su movilización en la industria turística local (Albertoni 2025). Esta investigación muestra las maneras en que una propuesta de activismo del lenguaje (Jaffe 1999, De Korne 2021) puede reconfigurar las ideologías del lenguaje sobre repertorios periféricos (Pietikäinen et al. 2016) en el contexto de la nueva economía globalizada (Heller y Duchêne 2012, 2016). A partir de una etnografía con datos generados en entrevistas con riverenses (activistas del lenguaje y otros ajenos al activismo), observación y relevamiento documental en la ciudad de Rivera, esta tesis muestra las ideologías de diferenciación lingüística (Irvine y Gal 2000, Gal e Irvine 2019) movilizadas localmente para mantener o disputar desigualdades de clase social, raza y género en el terreno del lenguaje. Estas dinámicas se articulan con una concepción cualitativa de clase social (Bourdieu 2007, 2008, Savage et al. 2015, Block 2017, 2018), con una perspectiva raciolingüística (Flores y Rosa 2015, 2023, Alim, Rickford y Ball 2016) y sus interseccionalidades con género (Crenshaw 1995, Collins 2019). El análisis de estas dinámicas de diferenciación lingüística en términos de indicialidad (Eckert 2008, 2019, Gal 2023) contribuye a comprender la complejidad de significados sociales disponibles en relación con el repertorio fronterizo y las maneras en que el uso de portuñol puede beneficiar o perjudicar a quien lo use, según su posición de clase social, grupo racial o género. El análisis de los datos muestra el trabajo ideológico de lenguaje (Gal e Irvine 2019) para construir un eje de diferenciación que naturaliza el uso de portuñol en hablantes de clases bajas y lo borra de los repertorios de hablantes de otras clases. Estos significados son retomados por las industrias creativas y turísticas como valor diferencial de autenticidad y binacionalidad. Asimismo, se verifica la circulación de ideologías raciolingüísticas en la ciudad de Rivera que articulan diferencias raciales con el repertorio local. En la rematización de la relación entre portuñol y clases bajas, se borran las dinámicas de diferenciación racial que indician portuñol con afrodescendencia y las prácticas identificadas como español con blanquitud. En su interseccionalidad con género, la tesis muestra la circulación de ideologías esencialistas entre activistas que adjudican a las mujeres de clase baja un rol central en la transmisión del portuñol. El análisis de las ideologías del lenguaje y del portuñol como recurso lingüístico-semiótico (Blommaert 2016) contribuye además a una mirada crítica sobre la concepción del portuñol como dialecto de una lengua delimitada y de la caracterización de la sociedad fronteriza en términos de diglosia. ...
Resumo
Esta tese tem como objetivo compreender as ideologias de linguagem que circulam na cidade de Rivera, Uruguai, fronteiriça com o Brasil. Nessa região, utiliza-se o chamado portunhol, um recurso linguístico combatido pelo Estado uruguaio durante o século XX e representado como uma ameaça à identidade nacional (Barrios 1996, Behares 2004). Nas últimas décadas, a representação negativa do portunhol coexiste com sua reivindicação como recurso fronteiriço, por meio da crescente produção artística em ...
Esta tese tem como objetivo compreender as ideologias de linguagem que circulam na cidade de Rivera, Uruguai, fronteiriça com o Brasil. Nessa região, utiliza-se o chamado portunhol, um recurso linguístico combatido pelo Estado uruguaio durante o século XX e representado como uma ameaça à identidade nacional (Barrios 1996, Behares 2004). Nas últimas décadas, a representação negativa do portunhol coexiste com sua reivindicação como recurso fronteiriço, por meio da crescente produção artística em portunhol, sua postulação como patrimônio cultural imaterial pela UNESCO (Albertoni 2018, 2021) e sua mobilização na indústria turística local (Albertoni 2025). Esta pesquisa mostra as maneiras como uma proposta de ativismo de linguagem (Jaffe 1999, De Korne 2021) pode reconfigurar ideologias de linguagem sobre repertórios periféricos (Pietikäinen et al. 2016) no contexto da nova economia globalizada (Heller e Duchêne 2012, 2016). Com base em uma etnografia com dados gerados por meio de entrevistas com moradores de Rivera (ativistas da linguagem e outros alheios ao ativismo), observação e relevamento documental na cidade de Rivera, esta tese mostra as ideologias de diferenciação linguística (Irvine e Gal, 2000; Gal e Irvine, 2019) mobilizadas localmente para manter ou disputar desigualdades de classe social, raça e gênero no terreno da linguagem. Essas dinâmicas são articuladas com uma concepção qualitativa de classe social (Bourdieu, 2007, 2008; Savage et al., 2015; Block, 2017, 2018), com uma perspectiva raciolinguística (Flores e Rosa, 2015, 2023; Alim, Rickford e Ball, 2016) e suas interseccionalidades com gênero (Crenshaw, 1995; Collins, 2019). A análise dessas dinâmicas de diferenciação linguística em termos de indicialidade (Eckert 2008, 2019, Gal 2023) contribui para a compreensão da complexidade dos significados sociais disponíveis em relação ao repertório de fronteira e das maneiras pelas quais o uso do portunhol pode beneficiar ou prejudicar aqueles que o usam, dependendo de sua posição de classe social, grupo racial ou gênero. A análise dos dados revela o trabalho ideológico de linguagem (Gal e Irvine 2019) usado para construir um eixo de diferenciação que naturaliza o uso do portunhol entre falantes de classes populares e apagá-lo dos repertórios de falantes de outras classes. Esses significados são retomados pelas indústrias criativas e turísticas com um valor diferencial de autenticidade e binacionalidade. Da mesma forma, verifica-se a circulação de ideologias raciolinguísticas na cidade de Rivera que articulam diferenças raciais com o repertório local. Na reconstrução da relação entre o portunhol e as classes populares, apagam-se as dinâmicas de diferenciação racial que ligam o portunhol aos afrodescendentes e às práticas identificadas como espanhol à branquitude. Em sua interseccionalidade com o gênero, a tese mostra a circulação de ideologias essencialistas entre ativistas que atribuem às mulheres de classes populares um papel central na transmissão do portunhol. A análise sob a perspetiva das ideologias da linguagem e do portunhol como recurso linguístico semiótico (Blommaert 2016) contribui para um olhar crítico sobre o entendimento do portuñol como dialeto de uma língua delimitada e a caracterização da sociedade fronteiriça em termos de diglossia. ...
Abstract
This thesis seeks to understand the circulating language ideologies in the city of Rivera, Uruguay, on the border with Brazil, where the so-called Portuñol is spoken. Portuñol is a linguistic resource that was fought against by the Uruguayan state for much of the 20th century and represented as a threat to national identity (Barrios 1996, Behares 2004). In recent decades, the negative representation of Portuñol has coexisted with its vindication as a border resource, through the growing artisti ...
This thesis seeks to understand the circulating language ideologies in the city of Rivera, Uruguay, on the border with Brazil, where the so-called Portuñol is spoken. Portuñol is a linguistic resource that was fought against by the Uruguayan state for much of the 20th century and represented as a threat to national identity (Barrios 1996, Behares 2004). In recent decades, the negative representation of Portuñol has coexisted with its vindication as a border resource, through the growing artistic production in Portuñol, its proposition as intangible cultural heritage before UNESCO (Albertoni 2018, 2021), and its mobilization in the local tourism industry (Albertoni 2025). This research shows the ways in which language activism (Jaffe 1999, De Korne 2021) can reconfigure language ideologies about peripheral repertoires (Pietikäinen et al. 2016) in the context of the globalized new economy (Heller and Duchêne 2012, 2016). Based on an ethnographic approach, with data generated through interviews with Riverenses (language activists and others oblivious to these projects), observation, and documents collection in the city of Rivera, this thesis shows the ideologies of linguistic differentiation (Irvine and Gal 2000, Gal and Irvine 2019) mobilized locally to maintain or contest inequalities of social class, race, and gender in the field of language. These dynamics are articulated with a qualitative conception of social class (Bourdieu 2007, 2008, Savage et al. 2015, Block 2017, 2018), with a raciolinguistic perspective (Flores and Rosa 2015, 2023, Alim, Rickford, and Ball 2016), and their intersectionalities with gender (Crenshaw 1995, Collins 2019). The analysis of these dynamics of linguistic differentiation in terms of indexicality (Eckert 2008, 2019, Gal 2023) contributes to understanding the complexity of social meanings available in relation to the border repertoire and the ways in which the use of Portuñol may or may not benefit those who use it, depending on their social class position, racial group or gender. The data analysis reveals the language ideological work (Gal and Irvine 2019) used to construct an axis of differentiation that naturalizes the use of Portuñol among lower-class speakers and erases it from the repertoires of speakers of other classes. These meanings are taken up by the creative and tourism industries as a differential value of authenticity and binationality. Likewise, the circulation of raciolinguistic ideologies in the city of Rivera verify the entanglements of racial differences with the local repertoire. In the rhematization of the relationship between Portuñol and the lower classes, other dynamics are erased, namely the racial differentiation that links Portuñol with Afro-descendants and practices identified as Spanish with Whiteness. In its intersectionality with gender, this thesis shows the circulation of essentialist ideologies among activists who assign lower-class women a central role in the transmission of Portuñol. The analysis of language ideologies and of Portuñol as a linguistic-semiotic resource (Blommaert 2016) contributes to a critical look at Portuñol as a dialect of a bounded language and the characterization of the border society in terms of diglossia. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Letras. Programa de Pós-Graduação em Letras.
Coleções
-
Linguística, Letras e Artes (3082)Letras (1892)
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