Demarcar é “civilizar” : Os indígenas do Alto Rio Negro e Solimões nos trabalhos da Comissão Brasileira Demarcadora de Limites (1930 – 1937)
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Data
2025Autor
Orientador
Co-orientador
Nível acadêmico
Doutorado
Tipo
Assunto
Resumo
Esta tese, construída sob a perspectiva do estudo acerca da História do Indigenismo brasileiro do século XX, tem por objetivo analisar o uso da mão de obra indígena nos trabalhos da Comissão Brasileira Demarcadora de Limites, quando de sua atuação na fronteira Brasil- Colômbia, entre os anos de 1930 e 1937. Além disso, tratamos de discutir como a instituição, ligada ao Ministério das Relações Exteriores, estendeu sua agenda para a atuação indigenista entre os rios do Alto Rio Negro e Solimões, ...
Esta tese, construída sob a perspectiva do estudo acerca da História do Indigenismo brasileiro do século XX, tem por objetivo analisar o uso da mão de obra indígena nos trabalhos da Comissão Brasileira Demarcadora de Limites, quando de sua atuação na fronteira Brasil- Colômbia, entre os anos de 1930 e 1937. Além disso, tratamos de discutir como a instituição, ligada ao Ministério das Relações Exteriores, estendeu sua agenda para a atuação indigenista entre os rios do Alto Rio Negro e Solimões, extremos Noroeste do Amazonas (BR), colocando em prática projetos nacionalizadores e “civilizacionistas” para com as populações indígenas da região. Nossas fontes são provenientes da própria instituição (PCDL), e, para seu estudo, utilizamos da Etnografia de Arquivos como método, esse que relaciona princípios da Antropologia e da História para adentrar nos detalhes e nos silenciamentos concernentes às fontes. Como conceitos, utilizamos de duas interpretações das categorias de Civilização e Fronteira, sempre espelhados, como forma de asseverar as ações e estratégias dos dois lados dessa fronteira de relações. Como resultados, concluímos que os indígenas foram figuras fortemente presentes e, em certa medida, imprescindíveis para os trabalhos demarcatórios, sem os quais tal empreitada não seria possível. Aos moradores dor rios, coube uma diversidade de trabalhos paralelamente as formas de resistência e negociação perante as tentativas de civilização da Comissão, das quais representam grande parte do indigenismo estatal e histórico no Brasil, notadamente marcado pelo eugenismo e positivismo republicano de seu tempo. ...
Abstract
This thesis, constructed from the perspective of the study of the History of Brazilian indigenism in the 20th century, aims to analyze the use of indigenous labor in the work of the Brazilian Boundary Demarcation Commission during its activities on the Brazil-Colombia border between 1930 and 1937. In addition, we discuss how the institution, linked to the Ministry of Foreign Affairs, extended its agenda for indigenist action between the Upper Rio Negro and Solimões rivers, in the extreme northw ...
This thesis, constructed from the perspective of the study of the History of Brazilian indigenism in the 20th century, aims to analyze the use of indigenous labor in the work of the Brazilian Boundary Demarcation Commission during its activities on the Brazil-Colombia border between 1930 and 1937. In addition, we discuss how the institution, linked to the Ministry of Foreign Affairs, extended its agenda for indigenist action between the Upper Rio Negro and Solimões rivers, in the extreme northwest of Amazonas (BR), implementing nationalization and “civilization” projects for the indigenous populations of the region. Our sources come from the institution itself (PCDL), and for our study, we used Archival Ethnography as a method, which combines principles of Anthropology and History to delve into the details and silences concerning the sources. As concepts, we use two interpretations of the categories of Civilization and Frontier, always mirrored, as a way of asserting the actions and strategies of both sides of this frontier of relations. As a result, we conclude that the indigenous people were strongly present and, to a certain extent, indispensable for the demarcation work, without which such an undertaking would not have been possible. The river dwellers were responsible for a variety of tasks in parallel with forms of resistance and negotiation in the face of the Commission's attempts at civilization, which represent a large part of state and historical indigenism in Brazil, notably marked by the eugenics and republican positivism of its time. ...
Resumen
Esta tesis, construida desde la perspectiva del estudio sobre la Historia del Indigenismo brasileño del siglo XX, tiene como objetivo analizar el uso de mano de obra indígena en los trabajos de la Comisión Brasileña de Demarcación de Límites, durante su actuación en la frontera entre Brasil y Colombia, entre los años 1930 y 1937. Además, tratamos de discutir cómo la institución, vinculada al Ministerio de Relaciones Exteriores, amplió su agenda para la actuación indigenista entre los ríos Alto ...
Esta tesis, construida desde la perspectiva del estudio sobre la Historia del Indigenismo brasileño del siglo XX, tiene como objetivo analizar el uso de mano de obra indígena en los trabajos de la Comisión Brasileña de Demarcación de Límites, durante su actuación en la frontera entre Brasil y Colombia, entre los años 1930 y 1937. Además, tratamos de discutir cómo la institución, vinculada al Ministerio de Relaciones Exteriores, amplió su agenda para la actuación indigenista entre los ríos Alto Rio Negro y Solimões, en el extremo noroeste de Amazonas (BR), poniendo en práctica proyectos nacionalizadores y “civilizacionistas” para con las poblaciones indígenas de la región. Nuestras fuentes provienen de la propia institución (PCDL) y, para su estudio, utilizamos la etnografía de archivos como método, que relaciona principios de la Antropología y la Historia para profundizar en los detalles y los silencios relativos a las fuentes. Como conceptos, utilizamos dos interpretaciones de las categorías de Civilización y Frontera, siempre reflejadas, como forma de afirmar las acciones y estrategias de ambos lados de esta frontera de relaciones. Como resultados, concluimos que los indígenas fueron figuras muy presentes y, en cierta medida, imprescindibles para los trabajos de demarcación, sin los cuales tal empresa no habría sido posible. A los habitantes de los ríos les correspondió una diversidad de trabajos, paralelamente a las formas de resistencia y negociación ante los intentos de civilización de la Comisión, que representan gran parte del indigenismo estatal e histórico en Brasil, notablemente marcado por el eugenismo y el positivismo republicano de su época. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em História.
Coleções
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Ciências Humanas (8038)História (718)
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