O encarceramento como um indicador da morte de adolescentes e jovens : pensando a socioeducação como instrumento de enfrentamento ao juvenicídio
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Data
2021Orientador
Nível acadêmico
Graduação
Assunto
Resumo
O presente trabalho estuda a correlação entre o encarceramento e o assassinato de adolescentes e jovens, elementos integrantes do processo de juvenicídio, e o papel da socioeducação, mecanismo de responsabilização penal adolescente, frente a esse fenômeno. Nesse sentido, buscou-se compreender se e de que forma o encarceramento de adolescentes e jovens, expresso na aplicação de medidas socioeducativas privativas ou restritivas de liberdade, pode configurar um indicador de propensão a mortalidade ...
O presente trabalho estuda a correlação entre o encarceramento e o assassinato de adolescentes e jovens, elementos integrantes do processo de juvenicídio, e o papel da socioeducação, mecanismo de responsabilização penal adolescente, frente a esse fenômeno. Nesse sentido, buscou-se compreender se e de que forma o encarceramento de adolescentes e jovens, expresso na aplicação de medidas socioeducativas privativas ou restritivas de liberdade, pode configurar um indicador de propensão a mortalidade, e como a socioeducação, nesse contexto, pode evitar a sua ocorrência. Para isso, por meio da realização de pesquisa bibliográfica e documental, foram estudados o perfil majoritário das vítimas de homicídio brasileiras e as razões históricas, políticas, econômicas e sociais que contribuem para com a ocorrência dessa violência. Após, coletados dados relativos ao número e ao perfil socioeconômico e infracional/socioeducativo de pessoas com idade entre 12 e 29 anos residentes do município de Porto Alegre assassinadas entre os anos de 2010 e 2019 e que, em vida, haviam cumprido alguma medida socioeducativa privativa ou restritiva de liberdade. Por fim, analisadas a teoria, a prática e as potencialidades da socioeducação como instrumento de intervenção na relação entre o encarceramento e a morte. A partir do estudo realizado, foi possível concluir que o juvenicídio constitui um dos desdobramentos do Estado-penal que, sob a égide do neoliberalismo, busca eliminar adolescentes e jovens negros e pobres porque considerados inúteis ao seu funcionamento. Nesse sentido, os dados coletados demonstram que o encarceramento é um indicador da probabilidade de morte de adolescentes e jovens que tem se sobressaído ao longo da última década e está associado a fatores raciais e de classe. Constatada essa correlação, foi possível compreender que, ao contrário do que se verifica hoje, a socioeducação pode contribuir para com a redução da vulnerabilidade de adolescentes e jovens abarcados por ela e constituir-se enquanto um instrumento de enfrentamento da consequência última do juvenicídio, qual seja, a produção da morte. ...
Resumen
El presente trabajo estudia la correlación entre el encarcelamiento y el asesinato de adolescentes y jóvenes, elementos integrantes del proceso de juvenicídio, y el papel de la socioeducación, mecanismo de responsabilidad penal adolescente, frente a ese fenómeno. En ese sentido, se buscó comprender si y cómo el encarcelamiento de adolescentes y jóvenes, expresado en la aplicación de medidas socioeducativas privativas o restrictivas de la libertad, puede configurar un indicador de propensión a l ...
El presente trabajo estudia la correlación entre el encarcelamiento y el asesinato de adolescentes y jóvenes, elementos integrantes del proceso de juvenicídio, y el papel de la socioeducación, mecanismo de responsabilidad penal adolescente, frente a ese fenómeno. En ese sentido, se buscó comprender si y cómo el encarcelamiento de adolescentes y jóvenes, expresado en la aplicación de medidas socioeducativas privativas o restrictivas de la libertad, puede configurar un indicador de propensión a la mortalidad, y cómo la socioeducación, en ese contexto, puede prevenir su ocurrencia. Para ello, a través de una investigación bibliográfica y documental, se estudió el perfil mayoritario de las víctimas de homicidio brasileñas y las razones históricas, políticas, económicas y sociales que contribuyen a la ocurrencia de esa violencia. Posteriormente, se recogieron datos sobre el número y perfil socioeconómico e infractor/socioeducativo de personas con edades entre 12 y 29 años residentes en la ciudad de Porto Alegre que fueron asesinadas entre 2010 y 2019 y que, en vida, habían cumplido alguna medida socioeducativa privativa o restrictiva de la libertad. Finalmente, se analizó la teoría, la práctica y las potencialidades de la socioeducación como instrumento de intervención en la relación entre encarcelamiento y muerte. Del estudio realizado se pudo concluir que el juvenicídio es una de las consecuencias del Estado-penal que, bajo la égida del neoliberalismo, busca eliminar a los adolescentes y jóvenes negros y pobres por considerarlos inútiles para su funcionamiento. En este sentido, los datos recabados demuestran que el encarcelamiento es un indicador de probabilidad de muerte de adolescentes y jóvenes que se ha destacado en la última década y está asociado a factores raciales y de clase. Una vez observada esa correlación, fue posible comprender que, contrariamente a lo que sucede hoy, la socioeducación puede contribuir a reducir la vulnerabilidad de los adolescentes y jóvenes amparados por ella y constituirse en un instrumento para enfrentar la consecuencia última del juvenicídio, es decir, la producción de la muerte. ...
Instituição
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Direito. Curso de Ciências Jurídicas e Sociais.
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